Sociedade

Proliferação de eucaliptos acelera “morte” da Lagoa da Ervedeira

11 out 2019 00:00

DR Situação agravou-se após os incêndio ocorridos há dois anos.

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Maria Anabela Silva

A proliferação de eucaliptos vai “acelerar a morte” da Lagoa da Ervedeira. O alerta é de Mário Oliveira, presidente da associação ambientalista Oikos, que chama a atenção para os impactos da massificação da espécie na biodiversidade da zona, no assoreamento da lagoa e no consumo “desmesurado de água”.

O alerta do ambientalista surge na sequência das preocupações manifestadas pelo Grupo de Amigos da Lagoa da Ervedeira, dois anos após os incêndios que assolaram aquela zona, que confina com as Matas Nacionais.

“O eucalipto é a única árvore que continua a ser plantada. Na zona sul e nordeste da lagoa, antes do incêndio 95% da área tinha pinho e o restante eucalipto. Hoje é o contrário”, afirma Virgílio Cruz, um dos membros do grupo.

O dirigente nota ainda que há áreas “minadas” com “eucalipto queimado, que nasceu após os incêndios com as sementes que se foram espalhando”. São, diz, “aos milhares, a crescer desordenadamente e sem qualquer controlo”. “Se não se intervir com urgência, as consequências serão drásticas para o ecossistema da lagoa e envolvente”, adverte.

Mário Oliveira partilha destas preocupações. O ambientalista explica que, a par do consumo “desmesurado” de água, a plantação de eucaliptos vai contribuir para o assoreamento da lagoa. “Os solos no local são muito pouco compactos. Com a sua remoção para a plantação, muito facilmente vão parar à lagoa, provocando o seu assoream

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