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Rui Silva: “Não podemos dirigir o vento, mas podemos orientar as velas”
O board member da Incentea recorda que as metodologias usadas pelas equipas nas diferentes áreas da empresa permitem construir modelos de trabalho, criar capacidade, disciplina e, com isso, desenvolver a resiliência necessária para quando o vento não está favorável.
A resiliência do negócio constrói-se todos os dias e só damos por isso quando necessitamos dela. Nesses casos, ou ela está lá, ou não.
No fundo, o mais importante é a cultura que construímos na empresa. É ela que molda a nossa atitude no dia a dia e que acaba por fazer a diferença quando enfrentamos desafios como aquele que aconteceu em Leiria no início deste ano.
A confiança que temos na organização e na sua liderança faz com que todos assumamos as decisões tomadas como as melhores. O rumo está definido e sabemos que, ao longo do percurso, haverá ajustes para melhor responder ao que não controlamos.
Por sua vez, a qualidade da informação que dispomos vai permitir tomar decisões mais acertadas em momentos de grande instabilidade.
Outro fator importante é a dispersão geográfica por um ou vários países, que pode aumentar a nossa resiliência quando somos confrontados com fenomenos com uma incidência geográfica especifica.
Isso permite-nos manter a operação, tal como aconteceu durante o apagão ibérico e as tempestades de 2026.
No caso dos serviços, essa dispersão possibilita alisar os picos da oferta e da procura, garantindo uma resposta aos requisitos dos clientes dentro dos prazos previstos.
Por outro lado, a oferta de produtos e serviços concorrentes e/ou dirigidos a segmentos diferentes protege-nos das alterações das regras de negócio, cada vez mais frequentes, e das evoluções tecnológicas, cada vez mais rápidas, colocando-nos numa posição de maior confiança perante os clientes.
Da mesma forma, as metodologias usadas pelas equipas nas diferentes áreas da empresa permitem construir modelos de trabalho, criar capacidade, disciplina e, com isso, desenvolver a resiliência necessária para quando o vento não está favorável.
Todos estes fatores contribuem para reforçar a nossa resiliência. No entanto, perante uma situação excecional, o primeiro foco são sempre as pessoas e as suas famílias. Só com essa tranquilidade conseguem ajudar os clientes a enfrentar os desafios a que foram sujeitos.