Opinião

Mexa-se pela sua saúde! Insisto…

7 nov 2019 12:27
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Helder Roque, médico

A realização destas jornadas, estimuladas pelo trabalho científico e tecnológico que tem vindo a ser desenvolvido de uma forma muito consistente e merecedor de referências elogiosas, ou não tivesse a chancela do Politécnico de Leiria, teve o mérito de colocar os assuntos tratados na agenda do dia e de obrigar à sua reflexão e análise.

As Jornadas de Avaliação e Prescrição em Exercício para a Saúde decorreram nos dias 25 e 26 de Outubro, uma organização do Mestrado em Prescrição do Exercício Físico e Promoção da Saúde, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria.

Com um auditório repleto, constituiu-se num oportuno e excelente evento científico, onde a inovação e a criatividade tecnológica estiveram presentes. Foi um verdadeiro centro de competências e conhecimento, capaz de estruturar, apoiar e encorajar o desenvolvimento das atividades e projetos apresentados, visando a melhoria da intervenção sustentada nesta importante área.

A realização destas jornadas, estimuladas pelo trabalho científico e tecnológico que tem vindo a ser desenvolvido de uma forma muito consistente e merecedor de referências elogiosas, ou não tivesse a chancela do Politécnico de Leiria, teve o mérito de colocar os assuntos tratados na agenda do dia e de obrigar à sua reflexão e análise.

Para além disso, deixou patente envolver investigadores, técnicos das mais diversas áreas, não só da saúde e da educação física, serviços, entidades, autarquias, associações e sociedade civil, o que é francamente positivo, por ser este o caminho certo e desejado.

Nada mais a propósito, por se tratar de um assunto que me é muito querido, com longos anos de intervenção e insistência, para novamente dar o meu contributo, na sequência de um anterior artigo publicado aqui em abril deste ano, e voltar a abordar a atividade física na sua relação com a saúde.

E começo logo com uma interrogação: será que ainda é necessário, com todo o manancial de informação disponível e com o atual nível de conhecimento científico, como nestas jornadas ficou bem demonstrado, continuar a fazer a apologia dos benefícios da atividade física para a saúde?

Seguramente que sim, senão vejamos.

Ao insistirmos nas recomendações para a promoção da saúde, sobretudo quando se conhece como é difícil passar a mensagem e testar a sua eficácia em indivíduos de alto risco através dos efeitos de campanhas e programas para a mudança do seu estilo de vida, fazemo-lo porque sabemos hoje que muitas das doenças que nos afligem relacionam-se com hábitos de vida nocivos, práticas menos apropriadas, que, não raras vezes, não são por muitos entendidas como prejudiciais.

Daí a insistência para que cada cidadão compreenda a necessidade de fazer algo na mudança de comportamentos com ganhos positivos na sua vida. O que se pretende da atividade física não é a intensidade com que é feita, mas a regularidade com que é praticada, somente bastando atingir níveis moderados, de uma forma acessível, para que se possam alcançar benefícios apreciáveis para a saúde.

Devemos incutir o exercício físico nas nossas rotinas, porque ao mantermos o corpo ativo, as nossas capacidades aumentam, seja na realização de um trabalho, nos estudos ou na reabilitação de alguma doença, como ficou evidenciado nas Jornadas, ajudando a encarar a vida com uma perspetiva mais otimista e a ter mais e melhor disposição para o lazer e convívio, contribuindo assim para uma boa qualidade de vida.

Acredito que vale a pena continuar a insistir neste tema na expetativa de que, cada vez mais, vejamos um maior número de aderentes à atividade física, convictos e responsáveis pela manutenção do seu estado de saúde.

Fica o compromisso de regressar a este tema futuramente.

Cuide de si! Mexa-se!

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990