Opinião

Planos

17 dez 2020 17:06

Porém, são tempos difíceis de planear, uma vez que as premissas com que nos regíamos já não estão cá.

Se no final de cada ano há a necessidade de planear o próximo, ainda mais premente se torna findo um período onde poucos planos se mantiveram de pé.

Acrescente-se o facto da década se iniciar verdadeiramente em 2021, já que de 2020 só tivemos três meses, e estamos numa fase de grande planeamento dos tempos que aí vêm.

Desde ser consultado sobre planos estratégicos de instituições públicas e de associações de empresas, a contribuir para planos de actividades de associações onde estou activamente envolvido, passando por tomar posse numa associação profissional, com os seus planos e objectivos, este final de ano tem sido intenso ao nível de actividades sociais.

Paralelamente, em termos empresariais tive um ano desafiante, onde as mudanças de paradigmas ajudaram a estabelecer a Vicara num panorama nacional e conquistar mercado internacional, obrigando me a estabelecer uma equipa nova e a desenvolver formas de planeamento interno.

Porém, são tempos difíceis de planear, uma vez que as premissas com que nos regíamos já não estão cá.

Podemos contar com o quê? O que vai acontecer?

Mais do que tentar identificar o que mudará, e são muitas coisas, e agir de acordo com esses factores externos, importa exacerbar os valores que já lá estão.

Aquilo de que podemos estar certos é com aquilo que controlamos.

Parece simples, mas na redução da incerteza podemos conseguir os melhores resultados.

Apesar do mundo ter mudado muito nos últimos tempos, os factores de transformação já estavam em curso.

Temas como sustentabilidade, inteligência artificial ou o tempo que gastamos em deslocações para o trabalho tornaram-se prementes.

Importa focar nestes aspectos que as organizações já estavam a pôr em prática e que com a pandemia foram obrigadas a acelerar a sua implementação.

Contra isso está a velocidade e a quantidade de informação que circula e que nos impõe absorver e comentar qualquer efeméride nos meios de comunicação.

Mas isso só confunde.

Que venha então 2021 com calendário cheio.