Opinião

Vertiginosos dias

10 out 2019 00:00

Elon Musk, criador da famosa marca de automóveis elétricos Tesla e da aeronáutica SpaceX, que se prepara para oferecer viagens turísticas ao espaço a baixo preço, também abandonou os estudos sem concluir qualquer curso superior.

Torna-se cada vez mais uma evidência que os velhos paradigmas já não são protótipos de nada.

Na linha do que lucidamente defendem Fry e Harari, que nos alertam para o vertiginoso mundo novo onde o que era padrão ontem, tendencialmente, deixou de o ser hoje, constatamos que à nossa volta tudo mudou a nível pessoal, profissional ou social, e o que não mudou está prestes a mudar.

Os casamentos e as máquinas de lavar já não são para toda a vida e ser doutor ou engenheiro já não garante um emprego de topo, nem sequer um emprego.

A galopante revolução tecnológica e empresarial está a ser levada a cabo por detentores das hard skills, os detentores de capacidades técnicas, ou seja, não tanto por aqueles que “sabem fazer” mas, cada vez mais, pelos que sabem “como fazer”, pouco importando o grau académico superior que detêm, se é que detêm algum, e não por académicos de renome.

É claro que, o desenvolvimento técnico-científico está ancorado em séculos de investigação, mas, hoje, académicos e cientistas já não lideram, nem, tão pouco, são estrelas mediáticas.

Mark Zuckerberg abandonou Harvard, nunca chegando a concluir a licenciatura em engenharia informática, trocando Boston por Palo Alto, para se dedicar a tempo inteiro ao Facebook.

Além de ter criado uma rede social que conta com mais de dois mil milhões de utilizadores, Zuckerberg prepara-se para criar uma cripto moeda sem o escrutínio de governos ou políticos.

Elon Musk, criador da famosa marca de automóveis elétricos Tesla e da aeronáutica SpaceX, que se prepara para oferecer viagens turísticas ao espaço a baixo preço, também abandonou os estudos sem concluir qualquer curso superior.

Já nada é o que era suposto ser, nem se

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