Sociedade

Activado centro de operações permanente na Base Aérea de Monte Real

19 jun 2026 09:34

Medida visa reforçar vigilância aérea, com prioridade nos concelhos afectados pela tempestade Kristin

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O aumento do perigo de incêndio rural previsto para os próximos dias levou o Governo a activar um centro de operações permanente na Base Aérea nº 5 de Monte Real, com o objectivo de reforçar a vigilância aérea, sobretudo, nos concelhos afectados pela tempestade Kristin.

Durante o período de alerta, determinado face ao aumento significativo das temperatuas esperado nos próximos dias, estará posicionado na BA5 "um conjunto significativo" de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, "aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco", adianta um comunicado conjunto dos Ministérios da Administração Interna e da Defesa Nacional.

Esse reforço da vigilância prevê que estejam em prontidão na BA5 as aeronaves P-3C CUP+ (patrulhamento de longo alcance) e EADS C-295M (vigilância equipada para missões de reconhecimento, observação e monitorização de grandes áreas), bem como sistemas aéreos não tripulados (drones) e um helicóptero UH-60L Black Hawk (helicóptero multifunções com elevada mobilidade e capacidade para reconhecimento aéreo).

Naquele comunicado, os dois ministérios explicam que "a prioridade de vigilância incidirá sobre os 26 concelhos fortemente afectados pela tempestade Kristin que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, traduzindo-se num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais". Situação que justifica "o reforço das medidas de vigilância, detecção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas".

Sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), o centro de operações permanente montado na BA5 funcionará como base do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) para a zona Centro do País, instalado nos Bombeiros Sapadores de Leiria.

No mesmo comunicado, o Governo apela "à máxima responsabilidade de todos os cidadãos", recordando que, durante os períodos de maior perigo de incêndio rural, qualquer comportamento negligente pode ter consequências graves para as pessoas, os bens e o património natural. "A prevenção continua a ser o primeiro e mais importante instrumento de protecção das populações e do território", lê-se naquela nota.