DEPRESSÃO KRISTIN
APA fechou rupturas em diques no Lis e no Mondego
Após a passagem das depressões Joseph e Kristin
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) concluiu no final da semana passada as obras de reparação provisória da ruptura mais a montante do dique do rio Lis e a rotunda do colector da Aroeira e ainda a quebra no dique da margem direita do leito central do rio Mondego, em Casais, junto à A1.
Segundo a agência, a quebra sob o viaduto da A17, na freguesia de Amor, concelho de Leiria, após a precipitação extrema registada nos dias 26 e 27 de Janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin, provocando o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes.
"Em consequência do elevado volume de água acumulado nestas áreas, e ao longo dos dias subsequentes, registaram-se mais duas rupturas no mesmo dique, a cerca de dois quilómetros a jusante da primeira ocorrência, bem como um pequeno rombo no colector de Amor", revela uma nota da APA.
Também o colector da Aroeira sofreu um colapso numa extensão aproximada de 80 metros, provocando a inundação de campos agrícolas na zona de Monte Real.
"Os restantes trabalhos de reparação dos diques serão concluídos no prazo de três semanas", garante o mesmo documento.
Já a intervenção em Coimbra consistiu na colocação de cerca de sete mil toneladas de agregado britado argiloso para fechar a ruptura, estando agora a ser depositadas aproximadamente mais 4000 toneladas para robustecimento do fecho contra a eventual subida da água no leito central.