Economia
Apoio anunciado não acalma empresários. Chovem dúvidas, angústias e revolta
São bem-vindos, mas os apoios destinados a ajudar as empresas afectadas pelo temporal têm de ser maiores, mais simples e rápidos, sob pena de comprometer a economia, alertam empresários da região
“Caríssimos, 550 vacas não cabem num qualquer canil.” Sem água, sem luz, sem telecomunicações, Diana Carvalho, empresária agrícola da freguesia de Monte Redondo, foi uma das vozes que se insurgiu quarta-feira (dia 11), durante a sessão de esclarecimento sobre as medidas de apoio às empresas afectadas pela depressão Kristin, iniciativa que lotou o auditório da Associação Empresarial da Região de Leiria/ Câmara de Comércio e Indústria (Nerlei-CCI).
Centenas de pessoas quiseram perceber as medidas de apoio e dar eco das suas dúvidas, da sua angústia e revolta junto de autarcas, associações, representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Banco Português de Fomento, Segurança Social, Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Autoridade Tributária, Agência para a Competitividade e Inovação, Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro e do secretário de Estado da Economia.
Alimentar geradores é custo pesado
Das suas estufas, que representam 30% a 35% da produção nacional, 80% estão no chão. E na exploração leiteira, 550 vacas estão a ser alimentadas e ordenhadas com apoio de gerador de 750 litros, relatou Diana Carvalho. São custos muito pesados para uma pequena empresa de oito trabalhadores e os apoios previstos não vão chegar, alertou a empresária, exortando que os vários organismos se organizem para ajudar de imediato.
“Ontem fiz três viagens entre a Aroeira e Leiria para enviar um documento com assinatura reconhecida, porque não tenho luz”, exemplificou.
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