Sociedade
Câmara de Leiria rejeita algumas das propostas do plano de mobilidade
Município emite esclarecimento, frisando que o documento em análise “corresponde a uma proposta de plano e não a um conjunto de decisões fechadas”
A seis dias de terminar a discussão pública ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), que encerra na próxima terça-feira, dia 15, a Câmara de Leiria vem demarcar-se de algumas das propostas do documento.
Num esclarecimento emitido na tarde desta quarta-feira, o município assume que a rua Machado dos Santos manterá o actual regime de circulação, sendo que a proposta de plano aponta para a criação de uma zona “predominantemente pedonal”.
A autarquia posiciona-se contra o encerramento de vias à circulação automóvel, a não ser na rua Barão de Viamonte (vulgo ‘rua direita’), que actualmente já tem a sinalização de trânsito proibido, excepto moradores.
“Não haverá cortes de trânsito nas ruas da cidade, com excepção da ‘rua direita’”, reitera a câmara na nota de esclarecimento, onde assegura que “os moradores não ficarão privados do acesso às respectivas habitações”.
A autarquia anuncia ainda que o aparcamento junto ao mercado municipal será mantido, o mesmo acontecendo com o parque da Almuinha Grande, “que continuará a disponibilizar estacionamento gratuito”. A proposta do PMUS previa a transformação destes espaços em zonas de lazer.
No comunicado, o município assume também que não será construído qualquer parque de estacionamento em frente aos Paços do Concelho, como preconiza o plano.
“O documento em análise corresponde a uma proposta de plano e não a um conjunto de decisões fechadas ou de intervenções cuja execução se encontre automaticamente determinada”, ressalva o município.
A autarquia frisa também que o PMUS “constitui um instrumento estratégico de planeamento e de apoio à decisão municipal, estabelecendo orientações e propostas para a evolução da mobilidade no concelho” e que a concretização das diferentes acções previstas dependerá da “ponderação municipal, do desenvolvimento dos necessários estudos e projectos e da avaliação das respectivas condições de execução”.
“Algumas das situações que têm vindo a ser apresentadas publicamente como consequências do PMUS não correspondem às opções que o município pretende concretizar”, assinala o comunicado da câmara.