Sociedade
Criação da Universidade de Leiria e Oeste publicada em Diário da República
"Inicia-se agora um processo de transição institucional exigente", declara o presidente Carlos Rabadão
Foi hoje publicado em Diário da República o diploma da criação da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), que sucede ao Politécnico de Leiria, e o presidente do instituto antecipa um processo de transição exigente.
“Inicia-se agora um processo de transição institucional exigente, que será desenvolvido de forma participada e em estreita articulação com a comunidade académica e os diferentes parceiros da instituição”, disse à agência Lusa o presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão.
De acordo com Carlos Rabadão, “ao longo deste processo serão promovidos espaços de reflexão e discussão sobre diversas dimensões estratégicas e organizacionais da futura universidade, incluindo a aprovação dos novos estatutos, do modelo de organização e dos restantes instrumentos estruturantes da ULO”.
O presidente do Politécnico de Leiria adiantou que a publicação do diploma, que sucedeu à sua promulgação pelo chefe de Estado, António José Seguro, é de “enorme significado”, materializando “uma ambição há muito partilhada por toda a comunidade académica e pela região”.
A ULO “nasce com a missão de ser um verdadeiro motor de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável, transformando Leiria e Oeste num território onde o conhecimento gera impacto, onde o talento encontra oportunidades e onde a inovação se traduz em maior competitividade", refere Caros Rabadão.
Em 21 de Maio, o Conselho de Ministros, em reunião descentralizada em Pombal (distrito de Leiria), aprovou a criação da ULO.
O decreto-lei hoje publicado, que entra em vigor dentro de duas semanas, reconhece que o Politécnico de Leiria “consolidou, ao longo de mais de quatro décadas, um percurso muito relevante de educação e formação superior, de investigação, de internacionalização e de forte ligação ao tecido económico e social da região de Leiria e do Oeste”.
“(…) Afirmou-se como um polo estruturante do desenvolvimento regional, contribuindo de forma decisiva para a qualificação da população, para a modernização do tecido empresarial e para a valorização do território, em articulação estreita com autarquias, empresas e demais entidades públicas e privadas”, lê-se no diploma.
A entrada em funcionamento da ULO realiza-se em regime de instalação, durante o qual “são órgãos de governo e de gestão da ULO” o reitor, a comissão instaladora e o conselho de gestão, aponta a Lusa.
“O regime de instalação tem início com a entrada em vigor dos estatutos provisórios da ULO e com a tomada de posse dos titulares de todos os órgãos de governo e de gestão”, refere o documento, sendo que “o projecto de estatutos provisórios é apresentado pelo presidente do IPL no prazo de 15 dias” à tutela.