Sociedade
FESMONTE cancelada em 2026 devido aos estragos da Kristin
Junta de freguesia decidiu cancelar a edição deste ano da FESMONTE – Feira de Gastronomia e Actividades Económicas de Monte Redondo, devido aos significativos estragos causados na freguesia no seu tecido empresarial,
Na sequência da tempestade Kristin e dos significativos estragos causados na freguesia de Monte Redondo e no seu tecido empresarial, a junta de freguesia decidiu cancelar a edição deste ano da FESMONTE – Feira de Gastronomia e Actividades Económicas de Monte Redondo. Em nota de imprensa, publicada na página oficial do Facebook, destaca-se que o evento “conta maioritariamente com o apoio e contributo das empresas da nossa terra”, pelo que “vê-se inevitavelmente condicionada pela difícil realidade que muitos dos nossos empresários enfrentam neste momento, após terem sofrido prejuízos avultados”.
O executivo da junta entendeu assim, “por sentido de responsabilidade, prudência e solidariedade para com todos os agentes económicos locais, não reunir condições para a realização da Fesmonte em 2026”. A feira regressa em 2028. “Sabemos da importância deste evento para a dinâmica social, cultural e económica da freguesia, mas acreditamos que este é o momento de concentrar esforços na recuperação, reconstrução e apoio a quem mais necessita”, refere a mesma informação.
Ao JORNAL DE LEIRIA, a presidente da junta de freguesia de Monte Redondo, Ana Carla Gomes, constatou que o evento vive de patrocínios e que o tecido empresarial da autarquia não se encontra em condições de apoiar, dados os avultados prejuízos provocados pela tempestade Kristin. “Fazer as coisas em cima do joelho não faz muito sentido. Vamos fazer em 2028, porque é sempre em ano par e até lá esperamos que as coisas estejam a andar”, admite.
Mas Ana Carla Gomes sabe que a população precisa de convívio e actividades, pelo que “o festival Novos Ventos vamos fazer”, garante, numa iniciativa que também reúne o movimento associativo. “As pessoas perguntam, precisam de sair de casa”, constata. “A freguesia é feita por pessoas. Ter as ruas limpas é o ideal, mas ter as pessoas unidas é o mais importante”. Para já, conclui, o foco da autarquia está em “cuidar do que se estragou”.