DEPRESSÃO KRISTIN
Mau Tempo: Leiria com cinco parques para receber madeira tombada
A localizar em Monte Redondo, Barreira, Azabucho, Caranguejeira e Milagres
Num dia em que a Câmara Municipal de Leiria assinalou seis meses da tempestade, o executivo visitou um parque temporário que está a ser construído nos Milagres para acolher material lenhoso caído.
Ao todo, serão cinco parques em Monte Redondo, Barreira, Azabucho, Caranguejeira e Milagres.
O da Barreira já está pronto, outros três devem estar já operacionais no mês de Agosto e o da Caranguejeira em Setembro, face à orografia complexa do terreno, afirmou hoje o vereador com os pelouros do ambiente e protecção civil, Luís Lopes.
Os parques, que serão vedados, estarão divididos por lotes para separação das madeiras por espécies, com um caminho definido para camiões e um sistema de rega que irá permitir preservar a qualidade da madeira durante mais tempo.
Os cinco parques, distribuídos por diferentes pontos do concelho, terão uma capacidade máxima de armazenamento de madeira de cerca de 60 mil toneladas, permitindo receber o material decorrente de operações de limpeza nas áreas florestais do concelho.
Os parques, assim como as intervenções florestais, surgem no âmbito das Operações Integradas de Gestão de Paisagem (OIGP) 2.0, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e criadas especificamente para os territórios afetados pela Kristin.
No caso de Leiria, a sua OIGP 2.0 representa um investimento de cerca de 13,2 milhões de euros com uma área de intervenção de cerca de dez mil hectares, dos quais 1.171 hectares são considerados críticos.
Segundo Luís Lopes, tendo já terminado o prazo para os proprietários dizerem se asseguram as intervenções nos hectares considerados críticos, o município irá fiscalizar se essas limpezas foram feitas e avançar com a restante operação.
Segundo o vereador, o município já tem 10 equipas contratadas para avançar com as limpezas de um total de 20, que espera ter em setembro, para avançar com os trabalhos nessa altura “em velocidade cruzeiro”.
A perspetiva é começar a vender a madeira em hasta pública entre outubro e novembro, adiantou.
O município vai também pôr no terreno equipamentos para destroçar sobrantes, que irão deslocar-se pelas freguesias para poderem ser usados pelos proprietários florestais.
Nos quartéis de bombeiros, os gabinetes de apoio local irão esclarecer todas as dúvidas que proprietários florestais possam ter sobre a intervenção e modalidades de apoio (proprietários podem receber entre 1.000 a 1.500 euros por hectare).
Segundo o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, a intervenção nas estradas florestais está praticamente terminada, sendo agora necessário avançar para a limpeza das muitas áreas florestais com madeira tombada.
Em cada parque, haverá “uma equipa especializada que atende as pessoas que são donas dos terrenos, para esclarecimento do que é que vai ser feito, onde é que a madeira vai ser colocada”, afirmou.