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Obras de José Malhoa, Rafael Bordalo Pinheiro e Silva Porto numa nova exposição em Figueiró dos Vinhos

15 ago 2026 12:27

A iniciativa integra a programação do Festival Fazunchar, que começa este sábado

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Apresentam-se ao público dferentes formas de olhar e representar o mundo natural
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Da paz e serenidade na Natureza tem inauguração agendada para a tarde de hoje, 15 de Agosto, pelas 16 horas, no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos.

A exposição reúne obras de vários pintores e escultores portugueses, entre os quais José Malhoa, Henrique Pinto, Rafael Bordalo Pinheiro, Rodrigues Vieira, Carlos Reis, Silva Porto, Moura Girão e José Simões de Almeida Júnior.

Neles, está representada a identidade do famoso Grupo do Leão, uma tertúlia de artistas e escritores que se juntava regularmente na cervejaria Leão de Ouro, em Lisboa, no final do século XIX, e que acaba por estabelecer ligação com Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria.

Através dos trabalhos que a partir deste fim-de-semana se apresentam ao público, surgem diferentes formas de olhar e representar o mundo natural.

Cedências de museus nacionais

A iniciativa integra a programação do Festival Fazunchar, que começa este sábado.

As obras foram cedidas por museus e instituições nacionais em que se incluem o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, o Museu José Malhoa, o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, o Palácio Nacional da Ajuda, a Sociedade Nacional de Belas Artes e o Novo Banco Cultura.

A exposição pode ser vista até 25 de Outubro de 2026.

De acordo com uma nota de divulgação do Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, Da paz e serenidade na Natureza estabelece também diálogos com artistas contemporâneos, como Luís Silveirinha, Martinho Costa e António Faria.

Casulo e Grupo do Leão

A partir de 1883, depois do convite do escultor Simões de Almeida, tio, natural de Figueiró dos Vinhos, José Malhoa encantou-se por Figueiró dos Vinhos, onde viveu, trabalhou e acabou por morrer, em 1933.

Lá permanece o seu Casulo, atelier e residência. E um legado forte, até à actualidade, do que foi o Naturalismo português.

Malhoa é o autor de “Apoteose da Lagosta”, grande tríptico que decorava o Leão de Ouro, onde se reunia o Grupo do Leão.

Em Figueiró dos Vinhos, resistem as histórias e as memórias, da presença de Malhoa, por exemplo, na pintura mural promovida pelo Fazunchar pelas ruas da vila.