Viver
Palavra de Honra | “Adoro abraçar árvores e jogar às escondidas com os unicórnios”
Isabel Santos Brás, licenciada em História

Já não há paciência... para tanto “treinador de bancada”. Sabem sempre as táticas todas, criticam tudo e mais alguma coisa, mas não os vejo a fazer nada para mudar o jogo.
Detesto... narcisistas que acham que toda a gente lhes deve prestar vassalagem.
A ideia... é sermos nós próprios sem querer tentar encaixar em qualquer lado, e deixar os outros serem como são, sem esperar deles aquilo que não têm ou não querem dar.
Questiono-me se... a esperança deve ir à frente, ou na retaguarda porque se diz que é a última a morrer.
Adoro... abraçar árvores e jogar às escondidas com os unicórnios, as fadas e os duendes.
Lembro-me tantas vezes... dos duchesse que saboreava sem consequência de alargamento de cintura, na Pastelaria Soraia que existiu na Avenida Heróis de Angola.
Desejo secretamente... que alguém no meu aniversário ainda me mande um postal pelos correios. Sinto uma certa nostalgia por receber missivas em escrita cursiva.
Tenho saudades... dos anos 80, em que íamos às matinés de domingo no Teatro José Lúcio da Silva ver bons filmes, ou dançar nas discotecas da moda os êxitos do Rick Astley e do Nick Kershaw, sem nos preocuparmos de ser chique ou pimba, divertíamo-nos e isso era quanto bastava.
O medo que tive... de ficar com a bateria descarregada aquando do apagão, levou-me a pensar no quanto estamos agarrados aos telemóveis, aos computadores, a gadgets e por aí além. Quer dizer, já ninguém quer voltar atrás, mas, será que não estamos a “transformarmo-nos” em máquinas?
Sinto vergonha alheia... com a falta de civismo com que por vezes nos deparamos por aí.
O futuro... está nas nossas mãos. Como dizia Carl Sagan, “Se quisermos sobreviver, o nosso futuro depende de nós mesmos.”
Se eu encontrar... o D. Sebastião digo-lhe que nos cansámos de esperar.
Prometo... não deixar de saudar o mundo com um sorriso, mesmo quando a alma se me rebentar nas mãos.
Tenho orgulho... de tanta gente boa no nosso país que, apesar das tormentas, não se rende e enfrenta com coragem os “Adamastores” desta vida, sem dar ouvidos aos “Velhos do Restelo”.