Sociedade

Região conta com 477 operacionais de combate a incêndios na fase mais crítica

29 mai 2026 16:50

Este é um ano que “exige tolerância zero aos comportamentos de risco nos espaços rurais”

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A tempestade Kristin transformou o mundo na região e a zona de Leiria aumentou as suas áreas de maior vulnerabilidade florestal. "São milhares e milhares de hectares com um novo ordenamento, ou melhor, com um total desordenamento preocupante e alarmante”, afirmou o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil de Leiria, Carlos Guerra.

Na apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), o responsável revelou que o plano operacional “tem na sua fase mais crítica [1 de Julho a 30 de Setembro] um total de 477 operacionais, 77 veículos de combate e apoio ao combate com o apoio permanente de três helicópteros de ataque inicial e um helicóptero de ataque ampliado”.

Carlos Guerra sublinhou que o dispositivo para este ano conta ainda com três torres de vigia e “um eficaz sistema de vigilância florestal”, a que acresce os “três centros de meios aéreos” em Alcaria (Porto de Mós), Figueiró dos Vinhos e Pombal, “a rede viária bem cuidada pelos municípios e pelos concessionários, o investimento na rede de pontos de água que são garantia de uma pronta e eficiente resposta no combate aos incêndios rurais”.

A partir do dia 1 de Junho entrarão em funcionamento mais 14 torres, num total de 17.

Este é um ano que “exige tolerância zero aos comportamentos de risco nos espaços rurais” e “aos incêndios causados por negligência humana”, apontou, afirmando que "esta é uma obrigação de todos e de cada um".

Para garantir uma mais rápida resposta, Carlos Guerra adiantou que foi proposto "reforçar as acções de vigilância com equipas das forças armadas para colaborar com a GNR nesta missão”.

A capacidade do ataque inicial, que no ano passado teve uma eficácia de 98%, foi reforçada com “as equipas em triangulação e despacho imediato de meios aéreos”, além “dos meios aéreos de ataque inicial”.

“Foi nossa proposta o aumento do dispositivo aéreo, com mais helicópteros pesados a operar a partir de estruturas aéreas sediadas nesta região” e solicitado um “incremento de acções de monitorização aérea armada nos dias de maior risco de incêndio” e “prover a capacidade dos centros de meios aéreos para operações com aviões com caudas retardantes”.

Proteger bens e pessoas, reduzir a área ardida e diminuir ao mínimo os reacendimentos, “garantindo a segurança das pessoas e dos operacionais, dos cidadãos e de todos quanto ocupam o espaço rural” são a prioridade do DECIR, que apelou à garantia da segurança de todos os operacionais.

“A vossa segurança é o vosso maior bem. Por isso, a maior honra que nos podem dar é irem todos e regressarem todos”, concluiu.