Sociedade
Universidade de Leiria e Oeste chama mais 1.200 pessoas para construir projecto “único”
Agenda de transformação ULO2035 pretende mobilizar comunidade académica e sociedade civil para construir “uma universidade de nova geração”
É oficial. O Politécnico de Leiria passou, esta sexta-feira, a designar-se Universidade de Leiria e Oeste (ULO), com a entrada em vigor do decreto-lei que instituiu a mudança. Foi, por isso, o dia escolhido para a apresentação da Agenda de Transformação ULO2035, que pretende mobilizar não só a comunidade académica, mas também a sociedade civil e instituições públicas e privadas, para a definição do projecto da nova universidade.
“Estão todos convocados para este desígnio de transformar a Universidade de Leiria e Oeste [ULO] numa referência regional, nacional e até internacional”, exortou Carlos Rabadão, que liderou o até agora Politécnico de Leiria e que, dentro de dias, tomará posse como presidente da comissão instaladora da novo universidade.
O dirigente explicou, na sessão realizada, esta manhã, que o objectivo da referida agenda é “ouvir a comunidade interna e externa” e recolher contributos para definir a estratégia para a ULO, construindo “um projecto colectivo universitário único em Portugal, focado nas pessoas, ecologia e economia”.
Segundo Carlos Rabadão, a nova universidade quer assentar “num modelo único”, organizado em comunidades de conhecimento e inovação – Knowledge and Innovation Communities (KIC) -, da qual fazem parte não só as escolas, centros e unidades de investigação, laboratórios, estudantes e investigadores, mas também empresas e outras instituições da comunidade. “Queremos ser uma universidade de referência, de nova geração, distinta e que melhorar a qualidade de vida neste território”, reforça.
O processo de auscultação decorrerá até ao final do ano, com os resultados finais a serem apresentados em Janeiro de 2026. Para tal, serão criados 21 grupos de trabalho, multidisciplinares e compostos por pessoas internas e externas à instituições, e um comité com representantes de uma centena de entidades nacionais e internacionais.
Agostinho Silva, pró-presidente do até agora Politécnico, explicou que os vários grupos irão debruçar-se, entre outros aspectos, sobre a oferta formativa, a estratégia de internacionalização, a forma de transferir conhecimento para o território, a criação de infra-estruturas e medidas focadas no bem-estar da comunidade académica ou a articulação com o território.
Novos pólos em estudo
Em cima da mesa estará também a possibilidade de criar novos pólos – designados por comunidades de conhecimento e inovação -, nomeadamente, em Pombal, Porto de Mós e Torres Vedras, onde a instituição já tem núcleos de formação, com cursos profissionais superiores (TeSP). No caso de Pombal, o foco serão as áreas do desporto, bem-estar e natureza, com a criação de uma escola superior de desporto.
Em Porto de Mós, onde é ministrado um curso TeSP em recursos minerais, prevê-se o incremento da formação alinhada com a sustentabilidade (tiple bottom line),
Já a unidade de formação de Torres Vedras poderá ser alavancada integrando as componentes de investigação, inovação e transferência de conhecimento nas áreas da biotecnologia, biomedicina e bioeconomia.
Escola de lideranças
Decidia está a criação de duas novas escolas – uma que agregará a oferta formação de nível 5, a Escola Politécnica TeSP, e a ULO Leadership School, dedicada à aprendizagem ao longo da vida.
Segundo Carlos Rabadão, a nova universidade quer assentar “num modelo único”, organizado em comunidades de conhecimento e inovação – Knowledge and Innovation Communities (KIC) -, da qual fazem parte não só as escolas, centros e unidades de investigação, laboratórios, estudantes e investigadores, mas também empresas e outras instituições da comunidade.
“Queremos ser uma universidade de referência, de nova geração, distinta e que melhorar a qualidade de vida neste território”, reforça o dirigente, que, dentro de duas semanas, tomará posse como presidente da Comissão Instaladora da ULO.