Economia
Chocolate eleva-se a expressão artística em Óbidos e aponta ao mercado global
Oficinas interactivas e demonstrações de chefs de renome
Do cacau à tela, da produção à criatividade, o Festival Internacional de Chocolate de Óbidos encerrou a edição de 2026 com um saldo positivo e ambições reforçadas de internacionalização.
Subordinada ao tema "Arte", a edição deste ano afirmou o chocolate como matéria de expressão cultural, consolidando a identidade diferenciadora de um evento que se posiciona cada vez mais como plataforma profissional e formativa à escala global.
"Encerramos a edição de 2026 com um sentimento claro de missão cumprida, e com a certeza de que esta foi uma edição particularmente marcante", afirmou Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos.
"Sob o tema 'Arte', conseguimos afirmar o festival como um verdadeiro espaço de criatividade, onde o chocolate se elevou a expressão artística e cultural."
A redução ligeira no número de visitantes face a anos anteriores não beliscou o balanço.
"Mais do que números, aquilo que distingue este festival é a sua dimensão. E essa dimensão manteve-se, e até se reforçou, a nível profissional, educativo e económico", sublinhou o autarca.
Em comunicado, a autarquia sublinha que a vila medieval continuou a reunir especialistas, produtores, chefs e criadores num espaço de partilha de conhecimento e qualificação da fileira, com impacto assinalável no comércio e na economia local e regional.
A dimensão internacional esteve igualmente em destaque, com a participação de uma comitiva da Costa do Marfim.
"Estamos a considerar, para futuras edições, o envolvimento de países como El Salvador e México", acrescentou Filipe Daniel, reforçando a aposta na projecção global do evento.
Para Pedro Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Óbidos Criativa, a edição de 2026 "consolidou Óbidos como um centro de referência, alinhado com as tendências para a fileira do chocolate".
O responsável destaca que o festival "superou a questão lúdica e gastronómica e impeliu o público a conhecer o mercado que opera o chocolate, desde o produtor até ao vendedor".
A programação, com oficinas interactivas e demonstrações de chefs de renome, reforçou o carácter formativo e experiencial do evento.
"Provámos que o festival é muito mais do que um evento gastronómico: é uma plataforma de partilha e de descoberta da versatilidade única do cacau", afirmou.
Para as próximas edições, a organização quer aprofundar parcerias com instituições nacionais e internacionais, reforçar experiências imersivas, criar novos pontos âncora alinhados com tendências globais e manter a presença de chefs e convidados de prestígio.
"Será fundamental consolidar o posicionamento do festival como uma referência não apenas no entretenimento, mas também na valorização do chocolate enquanto produto cultural", concluiu Pedro Rodrigues.
Em números:
60 mil visitantes
85 toneladas de chocolate
50 espaços comerciais
Esculturas
17 chefs envolvidos
10 esculturas realizadas
1 Museu de Arte em Chocolate com mais de 20 peças
Showcooking e Demonstrações
2 palcos
4 cozinhas profissionais
80 horas de showcooking
100 chefs
Concursos
5
concursos
29 finalistas
+90 prémios entregues
Vencedores
BEST CHOCOLATE SCULPTURE (1.ª edição)
1.º classificado:
Daniel Ferreira, escultura “Convergência”
2.º classificado:
Vitor Themer, escultura “Fauna e Flora”