Viver

De braço dado e passo firme, as mulheres de Mariana, a Miserável que caminham contra o medo

26 mar 2026 18:00

Mural no Museu do Aljube integra exposição sobre as presas políticas durante a ditadura

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A pintura ocupa uma área com cerca de sete metros de comprimento
Museu do Aljube

A resistência tem nomes e número: 1.755 mulheres, segundo a União de Resistentes Antifascistas Portugueses, no livro Elas estiveram nas prisões do fascismo, lançado em 2021.

Agora, uma nova exposição no Museu do Aljube, em Lisboa, destaca a luta no feminino contra a ditadura. Elas tiveram medo e foram debruça-se sobre as experiências das presas políticas e inclui um mural pintado por Mariana, a Miserável, que, entretanto, já prepara uma exposição individual a inaugurar em Cascais no próximo mês de Maio com uma mistura entre inéditos e trabalhos antigos.

Várias mulheres na oposição durante o período anterior ao 25 de Abril de 1974 mergulharam na clandestinidade e viveram separadas das famílias anos a fio. Outras acabaram presas e torturadas, algumas com os filhos. As biografias reunidas pelos historiadores mostram, justamente, o contraste entre origens e percursos diversos, na defesa da liberdade.

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