Economia
Empresas têm candidaturas elegíveis à Linha Reindustrializar, mas a verba esgotou
Comunidade Intermunicipal de Leiria preocupada com falta de apoio para empresas afectadas pela tempestade
A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) está preocupada com candidaturas consideradas elegíveis, mas que estão sem apoio por insuficiência de dotação, e defende reforço financeiro do aviso destinado às empresas dos territórios afetados pela tempestade Kristin.
Em nota de imprensa, a CIMRL manifesta a sua "profunda preocupação" relativamente às decisões proferidas no âmbito da Linha Reindustrializar - Regiões de Calamidade e Contingência, avido integrado no Plano de Recuperação e Resiliência e gerido pelo Banco Português de Fomento, em particular quanto às candidaturas consideradas elegíveis, mas que ficaram sem apoio por insuficiência da dotação financeira disponível.
Refere que, "na sequência das diligências efectuadas junto do Banco Português de Fomento, entidade responsável pela gestão dos instrumentos financeiros para a inovação e competitividade e do referido aviso, foi possível confirmar a elevada procura registada, que conduziu ao esgotamento da dotação disponível e à impossibilidade de apoiar um número significativo de investimentos que cumprem as condições de elegibilidade".
Perante esta situação, "considera necessário e urgente o reforço da dotação financeira da Linha Reindustrializar, de forma a permitir a recuperação e aprovação das candidaturas elegíveis, de acordo com a respectiva ordenação de mérito, designadamente das que apresentam Mérito do Projecto superior a 3,5 pontos".
No mesmo comuni ado, a CIMRL sublinha que "estão em causa investimentos relevantes para a recuperação da actividade económica, modernização das empresas, reposição da capacidade produtiva e reforço da resiliência do tecido empresarial dos territórios atingidos pela tempestade Kristin, cuja concretização não deve ficar comprometida exclusivamente pela insuficiência da verba inicialmente afeta ao instrumento".
À agência Lusa, a CIMRL especifica que são cerca de 100 as empresas elegíveis, às quais não chegou apoio.