DEPRESSÃO KRISTIN
Ministra aceita prolongar suspensão da taxa de gestão de resíduos na região
Maria da Graça Carvalho elencou um conjunto de trabalhos essenciais para preparar o território para o Verão
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, reconheceu hoje que é necessário prolongar a suspensão da taxa de gestão de resíduos (TGR) na região, além dos 90 dias já estabelecidos em todo o território nacional.
Esta decisão surge no seguimento de uma reunião realizada com o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala, que solicitou a aplicação desta medida.
“Achamos importante, até porque esta é uma região que tem problemas complexos. Disponibilizámo-nos para fazermos parte de um plano de tratamento e recolha de resíduos, nomeadamente os resíduos que resultam desta destruição”, considerou o autarca.
A representante do Governo referiu que esta suspensão da TGR foi pedida por vários presidentes de Câmara dos concelhos mais afectados pelo mau-tempo. “Foi unânime com os vários presidentes de Câmara com quem estive o pedido para estender a suspensão da TGR, que já estava suspensa por 90 dias, para um pouco mais de tempo. Somos da opinião que não se justifica para todo o País, mas nesta região justifica”, disse Maria da Graça Carvalho, ao esclareceu que já pediu ao presidente da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, para apresentar uma proposta ao Ministério e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com as regiões que necessitam desta isenção.
Quanto ao plano de tratamento e recolha de resíduos, onde os municípios da CIMRL querem intervir, a ministra afirmou que acolheu “de bom grado” a iniciativa, que visa recolher os resíduos e levá-los até às entidades de tratamento.
A responsável pela pasta do Ambiente referiu ainda que a reunião desta tarde, decorrida na Central das Artes, em Porto de Mós, foi importante para abordar “alguns problemas” que ainda não tinham sido incluídos nos planos de recuperação da região, nomeadamente as praias fluviais. “Foi uma boa e oportuna chamada de atenção”, sublinhou, garantindo que a recuperação destas estâncias balneares, em Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, será também incluída nos contratos-programa elaborados pelo Governo.
Além dos trabalhos estruturantes previstos também para as praias do litoral, foi abordada ainda a limpeza da floresta.
“Temos um plano e, quando digo nós, o senhor ministro da Agricultura em colaboração comigo, para utilizar algum financiamento do PRR para essa limpeza e um sistema que funcione e que gostaríamos muito que envolvesse os municípios, os autarcas e as juntas de freguesia. Portanto, todo o sistema de autarcas para nos ajudarem neste processo, juntamente com o ICNF, que é essencial. Também pensamos que teremos de pedir ajuda às Forças Armadas, nomeadamente o Exército. É uma tarefa enorme que temos pela frente, mas é uma tarefa importantíssima para evitar um segundo desastre no Verão”, complementou.
Sobre os rios e linhas de água, a ministra valorizou a chamada de atenção para os rios mais pequenos da região, que também sofreram com a intempérie.
Nesta reunião, também se falou do futuro e da necessidade de tornar a região Centro, frequentemente fustigada com episódios climatéricos extremos, “mais resiliente”, dando como exemplo a rede eléctrica.
“Os postes da rede eléctrica não suportaram aquelas velocidades, portanto, vão ter de ser reforçados. Aqui, vão ter de ser muito mais reforçados do que noutros sítios onde não costumam haver ventos desta magnitude.”