DEPRESSÃO KRISTIN

Municípios da região pedem mais investimento no território

31 jul 2026 10:07

Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) quer criar, a médio e longo prazo, uma grande área de localização empresarial

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Autarcas defendem que esta pode ser uma região piloto de resiliência energética e de comunicações
Ricardo Graça
Alexandra Barata

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) quer criar, a médio e longo prazo, uma grande área de localização empresarial, uma região piloto de resiliência energética e de comunicações e um hub de inovação para a reindustrialização no território mais atingido pelas tempestades.

Para concretizar estas medidas, destinadas a “alavancar a recuperação, a resiliência e a reindustrialização” da região, e concluir as obras nas habitações afectadas CIMRL pede mais investimento, apoios financeiros e mão-de-obra.

Defensora de um investimento âncora, através da definição de uma grande área de localização empresarial, para acolher investimentos de referência, em linha com o Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), a CIMRL sugere ainda, em comunicado, a criação de uma região piloto de resiliência energética e de comunicações, através de um “reforço do investimento em linhas eléctricas subterrâneas e da implementação de redundâncias por via satélite”.

Para os dez municípios, a constituição de um hub de inovação para a reindustrialização, em parceria com a nova Universidade de Leiria e Oeste, permitiria “potenciar uma Zona Livre Tecnológica regional e a dinamização de projectos de descarbonização, energias renováveis e digitalização”.

O documento foi elaborado com base nas conclusões do relatório da Presidência Aberta, realizada na zona Centro, em Abril. Embora reconheça “avanços relevantes” nestes seis meses, a CIMRL refere que subsistem “fragilidades” no território, como a existência de casas sem telhado. E garante que, ao nível das infra-estruturas e edifícios públicos, “a reposição integral das comunicações e das rodovias está longe de concluída, com custos adicionais diários para cidadãos e empresas”.

Alerta também para os “prejuízos municipais avultados” em zonas severamente atingidas, como Vieira de Leiria, que “continuam por colmatar na totalidade, obrigando as autarquias a avançar com verbas próprias, perante a exiguidade das ajudas centrais”.