Sociedade
Árvores de Pombal vão aquecer quem precisa no próximo Inverno
Freguesia conta com 68 localidades
A Junta de Freguesia de Pombal está a recolher as árvores de maior dimensão que foram destruídas pela tempestade Kristin nos espaços públicos com o intuito de armazenar a madeira e, após esta secar, cedê-la às pessoas e famílias mais desfavorecidas da freguesia, no próximo Inverno.
A recolha de madeira faz parte do esforço para reabilitar e replantar os vários espaços verdes da freguesia, que é a maior do concelho de Pombal, abrangendo 68 localidades, divididas por espaço rural e urbano, dentro da própria cidade.
"Sabemos que há muitas pessoas que não têm possibilidades de comprar lenha e que sofrem bastante com dificuldades energéticas e ausência de aquecimento", explica a presidente da junta, Carla Longo.
A autarca reconhece que se trata de um processo demorado e que conta com algumas dificuldades acrescidas, nomeadamente, devido à falta de recursos humanos da Junta de Freguesia de Pombal e à quantidade de cabos e de fibra óptica ainda espalhados no solo ou enredados nas copas das árvores, que é preciso pedir para retirar.
"Temos dificuldade em conseguir contactar os responsáveis das operadoras", diz Carla Longo, reconhecendo que, por comparação, a E-redes era "muito mais acessível" e coordenava esforços no terreno com os responsáveis locais.
A autarca queixa-se ainda de que ainda não há comunicações em algumas zonas da cidade de Pombal. Embora haja rede móvel, a fibra, essencial para o funcionamento das PME e microempresas, continua por repor.
"Em relação aos seguros, sei que há muitas pessoas e nós próprios, na junta, à espera da vinda dos peritos das companhias de seguros, para avaliarem os estragos nos equipamentos públicos", resume Carla Longo.