Economia

Drones da Telkever vão combater incêndios no Canadá

17 jun 2026 14:00

Plataforma AR3 está concebida para operar em grandes áreas

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Tecnologia pode melhorar a detecção precoce de riscos de incêndio e assegurar a monitorização contínua de situações em rápida evolução

A empresa portuguesa de tecnologia Tekever assegurou um contrato no Canadá para fornecer os seus sistemas autónomos de drones na detecção e monitorização de incêndios florestais na província de Alberta.

Em comunicado, a empresa refere que o acordo foi firmado com o operador de aviação canadiano Phoenix Heli-Flight e representa uma nova fase de uma parceria iniciada em 2023.

Alberta é uma das regiões canadianas mais afectadas por incêndios florestais, com várias épocas severas nos últimos anos a colocar pressão crescente sobre comunidades, infra-estruturas e serviços de emergência.

De acordo com a mesma fonte, a Tekever acredita que a sua tecnologia pode melhorar a detecção precoce de riscos de incêndio e assegurar a monitorização contínua de situações em rápida evolução.

O contrato combina os drones de longa autonomia AR3, sensores especializados e a plataforma de software Nova Maps para fornecer inteligência operacional em tempo real às autoridades responsáveis pela prevenção, monitorização e resposta a incêndios.

A plataforma AR3 está concebida para operar em grandes áreas, permitindo às equipas de emergência tomar decisões mais rápidas e informadas.

A Tekever, que tem instalações em Caldas da Rainha e em Leiria, é considerada um dos exemplos mais visíveis da afirmação da tecnologia de drones portuguesa no mercado internacional.

Paulo Ferro, vice-presidente para o Desenvolvimento Estratégico, afirmou que a empresa pretende continuar a expandir a sua presença no Canadá, apoiando clientes nas áreas da defesa, segurança, resposta a emergências e monitorização ambiental.

O acordo sublinha igualmente o potencial dual da tecnologia desenvolvida no distrito, com aplicações que se estendem da detecção de incêndios à protecção ambiental e à segurança pública.

A plataforma AR3 está já em operação em missões marítimas e terrestres exigentes, onde a autonomia de voo prolongada e a resistência operacional são determinantes.