DEPRESSÃO KRISTIN

Kristin provocou prejuízos na ordem dos 6ME no Politécnico de Leiria

24 fev 2026 08:30

Várias infra-estruturas afectadas, que não impediram actividade lectiva de se desenvolver

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As residências do Politécnico de Leiria sofreram danos com a depressão Kristin
Ricardo Graça

Seis milhões de euros é o valor dos prejuízos estimados pelo Politécnico de Leiria, provocados no património edificado da instituição de ensino superior, após a passagem da depressão Kristin, na madrugada de 28 de Janeiro, a que se seguiram as tempestades Leonardo e Marta.

Segundo Carlos Rabadão, os “danos são extensos e transversais no património edificado do Politécnico de Leiria, com implicações financeiras significativas”.

O presidente do Politécnico de Leiria sublinha que, "com base na análise preliminar dos impactos identificados nos diversos campi, edifícios pedagógicos, residências de estudantes e infra-estruturas associadas, estima-se que o prejuízo global seja na ordem dos seis milhões de euros”, valor que “resulta da soma de custos directos com reparações e reposição de materiais danificados e constrangimentos logísticos”.

Os danos mais significativos foram registados no Campus 2, nomeadamente no Edifício A da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e na Biblioteca José Saramago, assim como no Campus 5 – Hub de Inovação em Saúde, resultado de quedas de árvores, bem como danos em coberturas e telhados, em equipamentos de AVAC e painéis solares.

Um dos edifícios do bloco de residências localizado junto aos Serviços Centrais  registou o desmoronamento parcial da fachada e impactos no telhado, o que obrigou à retirada imediata dos estudantes, que foram realojados.

Também a obra da nova residência de estudantes, que se encontra em construção na mesma zona. sofreu danos significativos.

A actividade lectiva apenas esteve suspensa enquanto faltou energia, água e comunicações. As cinco escolas do Politécnico de Leiria foram reabertas logo no dia 2 de Fevereiro, após o restabelecimento dos serviços, "dando continuidade à época de exames que se encontrava a decorrer".

As aulas do 2.º semestre iniciaram-se conforme estabelecido no calendário académico.

Sendo a prioridade do Politécnico de Leiria cuidar da sua comunidade educativa, "foi organizada uma rede interna de carácter voluntário, com o objectivo de identificar necessidades urgentes e mobilizar ajuda solidária dentro da comunidade académica”, estando o Centro de Apoio ao Estudante (CAE) disponível para prestar apoio psicológico e social imediato.

“É importante referir que o Politécnico de Leiria se encontra a colaborar na Estrutura de Missão – Reconstrução da Região Centro do País, nomeadamente ao nível da comunicação e do desenvolvimento de uma solução para otimização de recolha de informação sobre os danos causados pela tempestade”, revela Carlos Rabadão.

O foco é “devolver às populações e aos territórios afectados as condições de segurança, funcionamento e desenvolvimento necessárias à retoma da normalidade”.

O dirigente explicou que esta estrutura “assegura o acompanhamento técnico e institucional das intervenções de recuperação, apoiando o levantamento de danos, a definição de prioridades e o apoio na execução dos projectos de reconstrução”.

Ao mesmo tempo, “monitoriza a aplicação dos recursos mobilizados e avalia continuamente o progresso das acções, identificando necessidades e propondo soluções”.