DEPRESSÃO KRISTIN
Associações empresarias reclamam apoios para região de Leiria
Sete organizações alertam para a necessidade urgente de medidas de médio prazo e mecanismos de cooperação
Sete associações defenderam esta terça-feira medidas de médio prazo para apoiar as empresas da região de Leiria afectadas pelo mau tempo, considerando que, após a primeira intervenção, centenas continuarão severamente danificadas.
Num comunicado conjunto enviado à agência Lusa, as associações, de vários sectores de actividade, começam por salientar que o rasto de destruição da depressão Kristin, em 28 de Janeiro, “em casas, empresas, edifícios, espaços públicos e infraestruturas críticas, como a rede eléctrica ou de comunicações, atingiu proporções inimagináveis”.
Realçando a resposta das diversas entidades e de voluntários, as subscritoras referem-se depois às medidas de apoio disponibilizadas pelo Governo.
“Cabe-nos agora assegurar que estas medidas são implementadas sem demora e com resultados concretos para as empresas da região”, afirmam as associações, garantindo, por outro lado, que estão “a identificar e a propor medidas adicionais” de forma a assegurar que “os apoios às empresas são verdadeiramente eficazes, céleres e operativos”, para uma “efectiva retoma da actividade”.
Contudo, antecipam que, “quando esta primeira e imediata intervenção estiver concluída, permanecerão ainda centenas de empresas severamente danificadas e milhares de pessoas a sofrer prejuízos indiretos de toda esta calamidade”.
Por isso, importa “começar desde já a pensar o futuro, a encontrar mecanismos de cooperação e a promover medidas de médio prazo para apoio às empresas”, sustentam.
“Se soubermos transformar esta calamidade numa oportunidade, será possível reerguer uma região de Leiria mais forte, mais resiliente, mais moderna e mais competitiva, construindo um futuro mais sustentável para todos”, defendem.
Nesse sentido, estão a “identificar desafios e pensar uma visão conjunta de futuro, transformando ideias em propostas concretas e afirmando a ambição de exigir mais e de construir novos caminhos para um futuro mais forte, capaz, justo e sustentável para a região”.
Sem esquecer a urgência do momento, cuja prioridade é “ajudar empresas na utilização das medidas disponíveis e na resolução dos problemas imediatos”, as subscritoras querem “ser um farol de esperança, ajudando a construir um futuro sólido e sustentável para a região”.
Neste trabalho conjunto, as sete associações empresariais contam com Politécnico de Leiria, incubadoras, centros tecnológicos, autarquias e Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.
As subscritoras são as associações de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis), Empresarial do Concelho de Pombal (AEPOMBAL), e Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (Aricop).
A Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol) e associações portuguesas da Indústria de Plásticos (APIP) e das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria (APICER) estão também no grupo.