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Monumento da região recebe Panteão

5 mai 2016 00:00

Está decidido, o mosteiro da Batalha vai passar a ser Panteão Nacional, como era desejo da autarquia, da Direcção do Monumento Nacional e de vários investigadores universitários.

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Jacinto Silva Duro

“O Projecto Lei está fechado, entregue e em redacção final, devendo seguir, nos próximos dias, para promulgação do senhor Presidente da República. No documento constará a elevação do mosteiro da Batalha, a Panteão Nacional.”

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista dos Santos, à margem de uma conferência de imprensa onde o director do monumento, Joaquim Ruivo, anunciou o plano de animação e actividades culturais do espaço para este ano.  

O espaço, Património da Unesco, juntar-se-á à lista de Panteões Nacionais, onde repousam os restos mortais dos portugueses considerados como símbolos da Nação e que agora passará a integrar, além da Batalha, que serve de morada eterna a D. João I e à Ínclita Geração, a igreja de Santa Engrácia, actual Panteão, o mosteiro dos Jerónimos, onde repousam Camões e Vasco da Gama, e a igreja de Santa Cruz, em Coimbra, onde está sepultado D. Afonso Henriques.  

O presidente da Câmara abordou ainda a retirada do trânsito excessivo da frente do mosteiro, devido à existência do IC2, referindo que irá abordar a questão da abertura, sem portagens, da via alternativa A 19, ainda este mês ao ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques.  

Paulo Batista dos Santos acredita que o actual Governo, por já ter demonstrado “abertura para a isenção e redução de portagens”, tal como aconteceu em auto-estradas do interior, terá disponibilidade para diálogo.  

“Creio que da parte do ministro das Infra-estruturas, que “conhece bem a Batalha e o problema, haverá disponibilidade”, afirmou.