Sociedade
Pais não aceitam fim do pré-escolar na Guimarota
Câmara de Leiria esclarece que a resposta nesta escola era provisória
Os pais das crianças do pré-escolar da Guimarota, em Leiria, contestam a transferência para o novo estabelecimento de ensino, em São Romão.
Consideram que a mudança quebra a ligação afectiva à escola e receiam que seja o primeiro passo para o seu encerramento.
A vereadora da Educação, Anabela Graça, explicou, na última reunião de Assembleia Municipal, que a escola actual está sobrelotada e que a sala de pré-escolar era uma solução provisória.
"Quando aprovámos a carta educativa, ainda não tínhamos tido um grande fluxo migratório, como veio a acontecer, e que ainda agravou mais a situação das escolas, especialmente das escolas da rede urbana. Mas esta decisão, em termos de reorganização da rede educativa não é uma decisão avulsa. Resulta de uma participação que é feita até ao longo de anos", adiantou a autarca.
Anabela Graça precisou que a "estratégia passava pela construção de uma nova escola do 1.º ciclo e pré-escolar, na cidade de Leiria, que é a escola de São Romão".
"A escola da Guimarota, que tem neste momento quatro turmas do 1.º ciclo, que equivale a 80 alunos, e uma turma do pré-escolar com 25 alunos, só tem quatro salas. Tivemos de fazer mais uma sala, por isso, ampliámos a escola para poderem estar cinco turmas. Ficou clara a necessidade da construção desta nova escola para eliminar a sala de pré-escolar, porque ela foi provisoriamente colocada na Guimarota", reforçou a vereadora.
A autarca acrescenta que dos 25 meninos que estão neste momento no pré-escolar, 15 vão para o 1.º ciclo e "alguns, se calhar, ficam na Guimarota".
Portanto, "só 10 crianças é que vão passar para a nova escola" e esses encarregados de educação "foram informados deste processo pela coordenadora de estabelecimento e pela educadora" e "também não houve nenhuma reacção".
"Só esta semana é que houve esta reacção. A equipa pedagógica vai acompanhar estas 10 crianças e há todo um trabalho que está a ser feito no terreno para que haja tranquilidade. Portanto, não vai representar perda de qualidade, pelo contrário", insistiu.