Sociedade
Hurizonte oferece suporte emocional e social a grupos vulneráveis
Promovido pela interMediar- Associação de Mediadores do Oeste, que tem sede em Leiria, o projecto pretende atingir cerca de 320 pessoas nos próximos três anos
Dar “suporte” a grupos vulneráveis, promovendo o bem-estar emocional e social, através de comunidades de desenvolvimento humano e disponibilizando apoio complementar de psicologia, psiquiatria ou mediação, é o principal objectivo do projecto Hurizonte, promovido pela interMediar- Associação de Mediadores do Oeste, que tem sede em Leiria. Financiado pelo programa Portugal Inovação Social, o projecto pretende atingir cerca de 320 pessoas nos próximos três anos.
Pedro Alves, um dos coordenadores do Hurizontes, explica que o projecto actua através de sessões regulares de grupo, com um máximo de sete elementos, de atendimento individual ou acompanhamento de casais. Essas sessões são dinamizadas por ‘hurientadores’, ou seja, pessoas ligadas ao projecto, que têm como missão “pôr as pessoas a ouvirem-se e a reflectir, sem julgamentos e sem apontar de dedos”, avança Filomena Carvalho, professora no Instituto Politécnico de Leiria, que está também ligada ao projecto.
A docente explica que os orientadores “não são psicólogos ou terapeutas”, mas que estão sujeitos a “protocolo de confidencialidade” e que o projecto conta com uma bolsa de profissionais das áreas da psicologia e da psiquiatria aos quais os beneficiárias podem recorrer.
“Actuamos através de redes humanas, que promovem a escuta e a partilha, sem julgamentos e numa perspectiva de nos inspirarmos uns aos outros”, acrescenta Pedro Alves, adiantando que a referenciação da pessoa ou do casal para o projecto pode ser feita por instituições sociais, colectividades ou movimentos juvenis ou por uma entidade indicadora (escolas, centros de saúde, câmara, hospital ou juntas de freguesia”).
Em qualquer caso, “o encaminhamento tem sempre de ser validado por uma entidade indicadora pública, garantindo confiança e idoneidade no processo”, frisa o técnico. Após a referenciação, a pessoa “é acolhida pelo Hurizonte e convidada a integrar uma ou mais das comunidades”, podendo ainda receber apoio complementar em psicologia, psiquiatria ou mediação. “Tudo isto de forma gratuita, confidencial e com avaliação de impacto contínua”, assinala a interMediar