DEPRESSÃO KRISTIN

Mau tempo: Trabalhos de limpeza e recuperação já custaram mais de 12 ME à Câmara de Leiria

11 fev 2026 20:00

Despesas com combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas pré-fabricadas ou equipamentos

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Parte das despesas diz respeito à reparação de escolas
Redacção/Agência Lusa

O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho. A informação foi avançada, esta quarta-feira, pelo presidente, Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.

O montante, que a autarquia espera possa ser coberta por seguros e medidas de apoio, diz respeito a combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas prefabricadas ou equipamentos.

Na sessão, Gonçalo Lopes afirmou que, no dia 28 de Janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, “começou uma guerra”, para salientar que o ambiente em Leiria é de guerra depois de o inimigo ter, “em poucos minutos”, destruído “anos de construção colectiva”. E a resposta tem de ser colectiva, sustentou o autarca.

“Temos de estar todos juntos para voltar a reerguer uma região e torná-la outra vez líder” na economia ou no bem-estar e, dirigindo-se aos empresários, “mesmo com muito do património destruído, muitos sem comunicação e sem electricidade”, considerou que a presença daqueles é “sinal de que não querem baixar os braços”.

Na sessão na qual apresentou, com recurso a imagens aéreas, “o antes e o depois” de vários espaços do concelho, incluindo zonas industriais, o presidente da Câmara observou que "esta guerra foi democrática, pois atingiu pequenas, médias e grandes empresas, ou o rico ou o pobre".

Referindo-se à depressão Kristin como o inimigo que atacou “aquilo que é fundamental numa sociedade”, a electricidade, afectando, por essa via, a distribuição de água e as comunicações, o autarca defendeu a necessidade de “olhar para o estado em que ficou” a região e definir uma “estratégia de recuperação”.

No caso de Leiria, explicou que a autarquia juntou à fase humanitária a fase de reconstrução e alertou para o estado da indústria. “Se há sector que está afectado é a indústria e não é a indústria da nossa região, é a indústria de Portugal, porque nós fazemos parte das cadeias de fornecimento. E, portanto, ou de facto há rapidamente um apoio concreto para levantarem as nossas fábricas ou vamos ter desemprego e vamos ter um retrocesso na nossa economia muito grave nos próximos tempos”, avisou.