DEPRESSÃO KRISTIN

Banco Português de Fomento colocou 1.150 milhões de euros na conta de 6 mil empresas

20 mai 2026 17:48

Na noite de 28 de Janeiro Portugal perdeu cerca 2% do PIB

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Factory Talks

“O País perdeu, numa noite [28 de Janeiro], 5.300 milhões de euros, praticamente 2% do PIB. O Banco Português de Fomento (BPF) já colocou 1.150 milhões de euros na conta de 6.000 empresas. Temos aprovados mais 400 milhões de euros em mais 2.500 empresas e temos o compromisso de chegar ao final deste semestre com os 2.000 milhões iniciais nas 9.000 a 10.000 empresas que têm que ser apoiadas”, afirmou Gonçalo Regalado, CEO do BPF, durante um jantar com empresários e líderes da região de Leiria, realizado ontem, 19 de Maio, em Porto de Mós, no âmbito da segunda edição das Factory Talks, promovida pelo Município de Porto de Mós e pela consultora criativa CO+K.

Referindo-se às linhas de apoio à reconstrução lançadas pelo BPF para apoiar as empresas e entidades afetadas pela tempestade Kristin, Gonçalo Regalado afirmou que, “enquanto houver empresas, e ainda há muitas, que não têm o seu apoio, o BPF não descansará”, adianta a organização do evento, em nota de imprensa.

“Esse é o primeiro braço do nosso trabalho. Há um segundo. O Banco tem, nesta altura, mais de 1.200 milhões de euros de subvenções. O Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, que inicialmente não estava determinado para estas dimensões e estava desenhado para a inteligência artificial, defesa, reindustrialização – tão forte neste distrito –, agricultura e agroindustrial, está agora também canalizado para estas regiões de calamidade. E dentro deste instrumento, recebemos 6.000 candidaturas, com 5.000 milhões de euros de investimento, das quais mais de 3.000 já estão aprovadas, com praticamente 2.500 milhões de investimento”, referiu o CEO do BPF.

Segundo Gonçalo Regalado, citado na mema nota de imprensa, o objectivo é “garantir que metade dos apoios públicos que o BPF fará em 2026 é nestes 90 municípios”.

“É aqui que está uma maior necessidade de apoio. E, portanto, é aqui que nós temos que estar mais próximos. As linhas de tesouraria e investimento estão disponíveis e vão continuar disponíveis. As linhas de subvenções estão disponíveis e vão continuar disponíveis.”

Durante o jantar, que reuniu um grupo de líderes para uma conversa estratégica sobre o futuro e o desenvolvimento do ecossistema empresarial da região de Leiria, Gonçalo Regalado deixou ainda um desafio aos empresários: “Depois da reconstrução e depois da recuperação com resiliência, é o tempo da retoma com ambição, e essa retoma com ambição passa por investimento, para que sejamos muito mais fortes. Para que, quando tivermos uma nova fatalidade, espero eu apenas daqui a 50 ou 60 anos, estejamos muito mais fortes do que estivemos quando isto aconteceu no dia 28 de Janeiro de 2026.”