DEPRESSÃO KRISTIN
"Não pode ficar tudo na mesma". Presidente da República promete vigilância em relação aos apoios
António José Seguro leva no coração a solidariedade "que foi uma marca da região" e ouviu os queixumes de muitos portugueses
O Presidente da República António José Seguro terminou a sua Presidência Aberta hoje com visitas a Leiria e à Marinha Grande, onde houve muitas pessoas e constatou os muitos problemas que ainda continuam sem resolução.
“Infelizmente há muitas situações e muitos problemas a que é necessário responder. E é urgente manter o nível de ajuda e de proximidade. É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas”, alertou o chefe de Estado, no final do dia, em jeito de balanço e após uma reunião com várias entidades, na Marinha Grande.
Destacando a solidariedade que encontrou nesta região, António José Seguro afirmou que a “solidariedade é uma marca” que leva desta “Presidência e que mostra bem aquilo que é feito do coração dos portugueses”.
Prometeu ainda manter uma “vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, de tirar daqui ilações”.
“A minha vigília em relação a todo este processo de apoio e de reconstrução da zona centro vai continuar”, prometeu.
Afirmando que o País “é muito bom no improviso”, o Presidente da República defendeu uma “melhor organização e planeamento” nas competências do Estado.
Para tal, sublinhou a importância de ser realizado um “documento de trabalho que explique verdadeiramente o que é que se passou nestes finais de Janeiro e nos dias iniciais de Fevereiro”.
“Não pode ficar tudo na mesma”, reforçou, considerando que “é impossível tirar ilações” sem conhecimento real do que é “que correu bem, do que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde, designadamente muita preocupação quanto à falta de redundância, de telecomunicações, do fornecimento de energia eléctrica, da desobstrução de redes viárias e da comunicação que deve existir”.