Sociedade
Neste museu, evoca-se o legado e a vida de quem a perdeu na luta pela liberdade
Aberto há dois anos, o Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, instalado na antiga prisão do Forte de Peniche, já foi visitado por mais de 220 mil visitantes. “Quase todas as semanas”, há quem procure no memorial o nome de familiares que ali estiveram
“Aos presos, nunca faltam asas”. As palavras são de António Vicente Campinas, poeta, escritor e resistente anti-fascista, que esteve preso no forte de Peniche em 1949 e 1950, e sobressaem entre as várias placas evocativas afixadas na entrada do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade (MNEL), um espaço de memória aberto há dois anos que já recebeu mais de 220 mil visitantes.
Atravessando esse pequeno átrio, chegamos ao largo onde foi instalado o memorial de homenagem aos opositores do regime fascista presos naquela cadeia entre 1934 e 1974. Ao todo, 2.626 nomes inscritos no mural. Não serão a totalidade dos resistentes que ali estiveram, mas aqueles cuja documentação comprova a prisão, explica Aida Rechena, directora do MNRL, confidenciando que este é um dos locais mais impactantes do espaço. “Quase todas as semanas, aparecem pessoas à procura do nome de um familiar. Percorrem a lista e, quando descobrem, põem o dedo no nome e tiram uma fotografia, um comprovativo em como o seu familiar esteve aqui. São sempre momentos carregados de emoção.”
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