DEPRESSÃO KRISTIN

Parte do acervo do Museu do Vidro não escapou à depressão Kristin

5 fev 2026 18:43

Torre do Tombo e Museu da Assembleia da República na Marinha Grande para salvar património histórico

Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Ricardo Graça
Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Ricardo Graça
Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Um dos armazéns desabou na madrugada de 28 de Janeiro
Ricardo Graça
Peças foram retiradas, por precaução, do interior do Museu do Vidro
Peças foram retiradas, por precaução, do interior do Museu do Vidro
Ricardo Graça
Uma semana depois, as infiltrações continuam a preocupar as equipas da Câmara Municipal
Uma semana depois, as infiltrações continuam a preocupar as equipas da Câmara Municipal
Ricardo Graça

Milhares de páginas que pertencem ao acervo do Museu do Vidro estão entregues a trabalhos de conservação e restauro, por causa da depressão Kristin.

A operação de resgate da documentação, com interesse histórico, envolve técnicos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, que estiveram na Marinha Grande.

“Há documentos que, numa primeira fase, devido à quantidade de água que absorveram, serão congelados”, explica o vereador com o pelouro da Cultura. “Um processo longo”, que vai decorrer em Lisboa.

Ainda na madrugada de 28 de Janeiro, o temporal reduziu a escombros o armazém onde se encontrava outra parcela do acervo do Museu do Vidro e património arqueológico e do Arquivo Municipal, que a Câmara procura agora salvar e transportar para nova localização com o apoio de uma empresa especializada.

Máquinas com 150 anos, são máquinas únicas, pedras de escavações, cerâmica, peças de vidro, na verdade, muita coisa”, detalha Sérgio Silva.

Por outro lado, pessoal enviado pelo Museu da Assembleia da República participou na retirada, por precaução, de peças do Museu do Vidro que vão ficar temporariamente guardadas noutras instalações.

No total, o acervo do Museu do Vidro é constituído por aproximadamente 11 mil itens, excluindo documentos, mas de acordo com a autarquia o mau tempo só terá afectado uma pequena parte.

No entanto, os efeitos da passagem da depressão Kristin pela Marinha Grande são realmente extensos, também na área da cultura.

“Neste momento, temos todos os equipamentos culturais com danos e na sequência desses danos estão todos inoperacionais”, explica Sérgio Silva, sobre a situação no Museu do Vidro e Núcleo de Arte Contemporânea, Museu Joaquim Correia, Teatro Stephens e Biblioteca Municipal.

“O que estamos a fazer para regressar à normalidade, o mais rápido possível, é tentar recuperar as coberturas da Biblioteca, do Museu [do Vidro] e do Teatro”, adianta.

Biblioteca Municipal e Teatro Stephens deverão ser os primeiros espaços a reabrir ao público, embora ainda seja cedo para dizer quando. “O caso dos museus é mais complexo porque os estragos são elevados nas estruturas e portanto temos de os recuperar ao nível das coberturas, mas também ao nível de paredes, janelas” e “chão”, admite o vereador. “Entrou água, entrou vento, destruiu”.

Uma semana depois, as infiltrações nos edifícios do Museu do Vidro e Núcleo de Arte Contemporânea continuam a preocupar as equipas do Município. Já no Museu Joaquim Correia, uma empresa do norte do país resolveu, gratuitamente, os problemas mais graves. “Há que registar. Foi um acto de solidariedade muito importante para nós”.

Entretanto, pararam os trabalhos de preparação de novas exposições. Sérgio Silva realça que, por enquanto, “o fundamental é recuperar os equipamentos”.

“Na área da cultura, temos suspensa a actividade e vamos retomá-la logo que estejam reunidas as condições”, conclui.