Sociedade
Região reivindica 50 milhões de euros para programa de habitação acessível
Autarcas reúnem com novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para debater reprogramação de fundos comunitários
A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) pediu, esta sexta-feira, um reforço de 50 milhões de euros de apoios comunitários destinados à habitação.
A "ambição" foi transmitida ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Ribau Esteves, numa reunião realizada, em Porto de Mós, que juntou autarcas das dez câmaars que integram a CIMRL. Em cima da mesa, esteve a revisão do contrato de gestão dos fundos europeus para o período 2026–2030.
No final do encontro, Jorge Vala, presidente da CIMRL e da Câmara de Porto de Mós, revelou aos jornalistas que, no âmbito da reporgragção de fundos que está em curso, foi pedido um reforço de 50 milhões de euros destinados à habitação acessível, destinado a concretizar o programa intermunicipal para o sector, através da Agência Viver Região de Leiria, em fase de constituição
“Apresentámos a necessidade de avançar definitivamente" com esse projecto, que "é fundamental" para a região, mas, para isso, "precisamos de um reforço efectivo de fundos na 'gaveta' da habitação”, do Programa Centro 2030", disse Jorge Vala, em declarações aos jornalista.
Para já, Ribau Esteves não respondeu ao desafio dos autarcas, remetendo decisões para depois de concluído o processo de auscultação das oito comunidades intermunicipais da Região Centro sobre a reprogramação do Centro 2030.
A CCDR está a trabalhar na reprogramação do Centro 2030, “afectando 10% dos fundos às novas prioridades que a Comissão Europeia definiu em meados do ano passado”.
“Agora temos de as distribuir naquilo que têm de positivo: mais 75 milhões de euros a somar aos 910 milhões que são o somatório do fundo das oito comunidades intermunicipais e pô-las nas 'gavetas' boas, as que têm verbas a mais - aí está a principal, a habitação - e aquelas - que é onde as 'dores' são mais delicadas - que têm dotações maiores e que têm de ter reduções”, afirmou Ribau Esteves, que iniciou funções no final de Fevereiro.