Sociedade

Bombeiros da Maceira asseguram vigilância em ‘todo-o-terreno’

30 ago 2025 16:14

Além da visibilidade, que é uma das principais formas de dissuasão, a presença dos dois bombeiros permite também alertar a população para comportamentos de risco

Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios
Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios
Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios
Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios
Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios
Fábio Febra e João Agostinho patrulham matas para prevenir incêndios

Em motos de duas e quatro rodas, os bombeiros voluntários da Maceira, no concelho de Leiria, João Agostinho e Fábio Febra fazem patrulhamentos em zonas de mato e de estrada. A vigilância realizada com frequência serve de dissuasão aos incêndios.

Cada motociclo tem capacidade de extinção, pois faz-se acompanhar de um kit de combate a fogos, para uma primeira intervenção. “Temos extintores e um machado para cortar uma braça e fazer de batedor, por exemplo. Além do capacete da mota, levámos também o de bombeiros, que garante maior segurança”, adianta João Agostinho.

Além da visibilidade, que é uma das principais formas de dissuasão, a presença dos dois bombeiros permite também alertar a população para comportamentos de risco, sinalizar amontoados de lixo ou retirar material inflamável que seja encontrado durante a vigilância.

Eles andam aí

Os patrulhamentos dos bombeiros ultrapassam as fronteiras da freguesia, chegando até ao confinamento com os concelhos vizinhos. “A nossa presença serve para dissuadir potenciais intenções de queimas, como aquela senhora que vai juntar as ervinhas para queimar”, explica Fábio Febra. Os conselhos dos bombeiros têm um impacto diferente. “Conhecem-nos e respeitam-nos”, admite o segundo comandante da Maceira, João Nuno Soares.

Sempre que as motos passam pelas localidades, a população cumprimenta os bombeiros. Alguns perguntam se “há azar”, outros questionam-se o que fazem montados em motos. “Passa a mensagem: eles andam aí, o que é bom”, confessa Fábio Febra.

As patrulhas são efectuadas sempre que o comandante define ser conveniente e dentro da disponibilidade do efectivo. “Curiosamente, temos feito mais em dias menos propícios a incêndios do que propriamente nos dias de muito calor. Porquê? Porque basta vir um bocadinho de orvalho para as pessoas quererem fazer as suas queimas”, justifica João Agostinho.

A mobilidade que as motos permitem garante uma maior proximidade com as populações e ter dois elementos em dois locais distintos, sempre em contacto. O patrulhamento com as motorizadas é mais eficaz e económico. Gastam menos combustível do que um veículo florestal, ocupam apenas dois operacionais e cobrem uma maior área com menos recursos humanos. Há dias que realizam cerca de 50 quilómetros cada um e conseguem ter uma visualização vasta do território.

Os Bombeiros da Maceira possuem uma moto 4 desde 2014, quando faziam o patrulhamento da Praia do Pedrógão, missão que é agora da responsabilidade dos Sapadores de Leiria. A motorizada permaneceu no corpo de bombeiros e é utilizada para validar fumarolas ou avaliar os pontos quentes.

A direcção investiu numa outra mota de duas rodas, que tem sido utilizada em apoio a eventos desportivos e culturais. Na Final Four foi accionada para uma queda na periferia do estádio de Leiria e a rapidez ajudou a um socorro imediato.

“No Verão, a moto 4 faz mais patrulhamento dentro de pinhais e a outra é usada essencialmente em estradas de alcatrão mais periféricas. O propósito é a nossa visibilidade.”

Coincidência ou não, as ignições registadas aconteceram em dias sem patrulhamento.