Sociedade
Ministra descarta construção de novo Palácio da Justiça em Leiria
Governante revela disponibilidade para colocar bairro da prisão "ao serviço da região", nomeadamente, para acolher pessoas desalojadas pelas tempestades
A construção de um novo Palácio da Justiça em Leiria está fora de questão. De visita ao concelho, para avaliar os impactos das tempestades no património da Justiça, a ministra afastou a possibilidade de erigir um novo edifício, revelando que a preferência da tutela passa pela utilização da sede da Caixa Geral de Depósitos para a concentração dos serviços da Justiça.
“Se puder evitar construir um novo, evitaria, até porque construir obrigaria utilizar recursos que, se calhar, são mais necessários nesta fase para outras edificações”, assumiu Rita Judíce, em declarações aos jornalistas à margem da visita, revelando que a tutela esta a “trabalhar” para aproveitar património já existente.
Tal com o JORNAL DE LEIRIA já avançou, em cima da mesa está a possibilidade de utilização da sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD, com o banco do Estado a passar para o edifício do antigo BNU, localizado no largo do Mercado de Sant’Ana - onde funciona o Juízo Local Cível -, que é propriedade da CGD desde a extinção do Fundo de Pensões desta instituição bancária.
“É a solução que estamos a analisar”, confirmou, hoje, a ministra, adiantando que a avaliação encontra-se “bastante avançada”. “É um trabalho já estava a ser desenvolvido” e que se torna agora “mais urgente”, reconhece a governante, sublinhando, no entanto, que o edifício da CGD não é da tutela. “Tem de ser adquirido e há obras ainda substanciais a fazer. É um caminho que está a ser feito. Será uma das prioridades”, assegurou.
A ministra anunciou ainda que as casas do bairro da antiga prisão-escola serão disponibilizadas para o realojamento de pessoas que ficaram sem habitação na sequência da tempestade Kristin. “Na Justiça não faz sentido termos património que não é utilizado e que não está colocado ao serviço dos cidadãos”, afirmou a governante, que salientou, contudo, que algumas dessas casas encontram-se ocupadas e outras “em más condições”. Mas, “com boa vontade e com esforço e dedicação, acredito que consigamos pôr esse bairro ao serviço da região.”