Sociedade

Quando as conversas na taberna eram sobre a guerra, a pobreza, a liberdade e o desejo de coisas novas

25 fev 2024 10:38

O 25 de Abril é das Pessoas - Histórias de Abril nas Tabernas

quando-as-conversas-na-taberna-eram-sobre-a-guerra-a-pobreza-a-liberdade-e-o-desejo-de-coisas-novas
O Lanheiro tem mais de 100 anos de actividade
DR

Numa época onde a conversa de café, infelizmente, ganhou um espaço demasiado grande em alguns sectores do discurso político, um grupo de cidadãos da Ilha, no concelho de Pombal, propõe agarrar o verdadeiro debate político sério e levá-lo para um dos poucos locais onde, durante a ditadura salazarista, aos cochichos, se podia falar dele.

Nas sessões O 25 de Abril é das Pessoas - Histórias de Abril nas Tabernas, falar-se-á " de Abril sem formalidades, com a nossa gente e numa taberna onde, há mais de 50 anos, já se discutia o progresso desejado, de coisas novas", prometem os organizadores.

No dia 24 de Março, n'O Lanheiro, na Ilha, Pombal, pelas 15 horas, "vamos ouvir histórias de pessoas reais, da pobreza, dos privilegiados, das coisas novas e antigas, da guerra, das províncias ultramarinas e do desejo de uma vida melhor para todos".

Perante o "inegável progresso enorme educacional, social e económico", o fim destas conversas é perceber o que realmente mudou em 50 anos.

O café, O Lanheiro, hoje com mais de 100 anos, foi palco de muitas discussões “desempoeiradas” na década de 60 e 70, antes do golpe de Estado militar do 25 de Abril.

Para falar destes e de outros temas que começam a ser esquecidos pelas gerações mais novas, nas suas conversas de café, entre outros, os convidados serão:
 
Artur Carreira: "A partir dos 15 anos era um sofrimento para quem tinha que ir combater nas colónias e eu fiz tudo para evitar ir"
 
António Moderno: "Fiz parte da Comissão Administrativa da Câmara de Pombal que organizou as primeiras eleições livres para o Município de Pombal"
 
Amândio Neves: "Eu vivi o 25 de Abril! Foi uma noite de passa-a-palavra entre os camaradas"
 
Isabel Fernandes: "Vivia em Sá da Bandeira (Lubango) e tínhamos de dar apoio aos três movimentos de independência"
 
António Couto: “Quero contar a minha vivência no Ultramar”

 

 

Veja Também