DEPRESSÃO KRISTIN
Região de Leiria aprova plano estratégico para “recuperar rápido e reconstruir melhor”
Entre as medidas previstas está o apoio ao tecido empresarial para a redundância energética, armazenamento backup digital e sistemas cloud
Recuperar rápido e reconstruir melhor, para que o território possa “sair deste processo mais forte”. É este o principal objectivo do Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, aprovado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), na sequência da depressão Kristin que, há quase um mês, fustigou este território.
De acordo com informação enviada ao JORNAL DE LEIRIA, o plano, a executar entre 2026 e 2030, está dividido em três fases: resposta urgente e estabilização, reconstrução com resiliência e transformação estrutural.
Na primeira, com um período de seis meses, o plano prevê a execução “célere” do apoio de 10 mil euros para recuperação de habitação própria, o reforço dos mecanimos sociais para agregados vulneráveis e o lançamento do programa ‘Empresa aberta”, que prevê um apoio até 30 mil euros (por cada caso) para as entidades empresariais que encerraram temporariamente, com foco no comércio local, restauração, turismo e pequenas indústrias.
Como medida “adicional” aos apoios já em vigor, será criado um fundo intermunicipal de emergência social, a financiar por fundos nacionais e donativos empresariais, pretende ser um “apoio rápido a situações que não se enquadrem nos critérios formais” a famílias em situações de emergência social.
A segunda fase, entre os seis e os 24 meses, focar-se-á na “reconstrução com resiliência”, apostando no reforço das infra-estruturas, na modernização de sistemas de drenagem e na defesa costeira. Entre as medidas previstas, está o reforço de pontes e taludes, a criação de bacias estratégicas para a retenção de águas pluviais e a implementação de sistemas de alerta.
Os municípios defendem a disponibilização de um apoio, até 10 mil euros, para a reposição produtiva e a remoção “urgente” de material lenhoso, e a criação do programa ‘Indústria resiliente região de Leiria, para apoiar a redundância energética, o armazenamento e backup digital e sistemas de cloud.
Numa terceira fase, o objectivo o plano é “consolidar” Leiria como uma região “mais preparada e competitiva”, que incluirá uma estratégia regiona de adaptação climática, com o mapeamento de risco hidrológico, a gestão integrada daas bacias hidrográficas e o reforço de infra-estruturas verdes urbanas.
A resiliência energética será outro das prioridades, com a aposta em comunidades de energia renovável, o reforço das comunicações e da redundância energética.
“A região de Leiria não pode limitar-se a repor o que perdeu”, sendo “necessário recuperar rapidamente, reforçar a resiliência estrutural, e aproveitar este momento para modernizar o território e fortalecer o seu ecossistema económico”, alega a CIMRL, em comunicado.
Citado nessa nota de imprensa, Jorge Vala, presidente da CIMRL, frisa que “o que está em causa não é apenas reconstruir o que foi danificado”, mas “proteger o emprego, preservar a base industrial exportadora e preparar a região para os desafios climáticos e económicos das próximas décadas”.
"A região de Leiria tem história de resiliência. Com este plano, não apenas recuperamos - emergimos mais fortes, mais preparados e mais competitivos", antevê a sintese do plano estratégico.