Sociedade
Universidade de Leiria e do Oeste irá criar uma escola para cursos técnicos superiores profissionais
Ministro assegura que transformação não irá perder o cariz politécnico
A transformação do Politécnico de Leiria em Universidade de Leiria e do Oeste vai manter o cariz politécnico e irá permitir criar uma escola exclusiva para os cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP).
O ministro da Educação, Ciência e Inovação disse hoje, após uma reunião com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos em Leiria, que a futura universidade irá "reforçar a sua capacidade de formação também no domínio politécnico, mas que a esse juntarão agora a valência também do ensino universitário”.
Fernando Alexandre acrescentou que isso “dará uma maior capacidade de transformação e de qualificação das pessoas”, sublinhou, ao revelar que vai ser criada uma escola dedicada aos CTeSP, porque “o que as instituições estão a fazer é responder também àquilo que são as necessidades da região, mas também ao incentivo que o Governo tem dado para reforçar essa formação, que será cada vez mais importante para termos uma mão-de-obra qualificada”.
Esta formação é também um passo para garantir “estratégias de desenvolvimento que atraem investimento português e estrangeiro, e que se assentam nesse trabalho qualificado”.
O governante destacou que o Governo defende “precisamente a aproximação” dos subsistemas universitário e politécnico.
A propostas de criação da Universidade de Leiria e do Oeste será para garantir o ensino universitário e ensino politécnico.
O “ensino politécnico vai ser reforçado, precisamente reconhecendo a sua importância, e vai estar dentro da mesma instituição, que é a Universidade de Leiria e do Oeste, com o ensino universitário”.
Fernando Alexandre reforçou que uma universidade na região de Leiria, faz todo o sentido, pois "tem cerca de 700 mil pessoas e que tem uma grande densidade indústria” e o Politécnico de Leiria é uma “das maiores instituições de ensino superior do País, tem cerca de 14 mil alunos, é maior do que algumas universidades e que tem uma grande capacidade de investigação científica”.
“A criação da Universidade de Leiria e do Oeste não significa que tenhamos que acabar com os politécnicos”, apenas “deixarão de se chamar institutos politécnicos e passarão a ser universidades politécnicas”, acrescentou.